quarta-feira, 2 de maio de 2012

Ana

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Parte 1

Eu lembro de estar num ônibus branco de faixa vermelha - não lembro o nome da linha -, desci perto de casa e andei uma ou duas quadras; fui parar num tipo de abrigo para animais onde a responsável se chamava Ana. Já tinha ouvido falar dela e uma amiga minha havia dito que ela era aqui da minha cidade, mas eu não tinha acreditado de início, achei ela por acaso.
Conhecendo o lugar, descobri que havia animais silvestres, cavalos, vacas, ovelhas, cães, gatos, ratos (não confundir com hamsters), etc. 
Então adotei uma coruja: grande, cinza, era fêmea. Na emoção, acabei pegando um cachorro tricolor também, preto, marrom e com algumas manchas brancas, peludão. Deram banho nele e o levei para casa torcendo para que ele se desse bem com os meus outros dois, já que o Kim (mix de Border Collie, todo preto, 17kg) aparenta ser cão de rinha, avançando em cães pelo pescoço e não largando de jeito nenhum, e o Chico... ladra, ladra, ladra, aí morde e apanha loucamente. 


Parte 2

O cão peludo tricolor que eu havia levado para casa não estava mais lá. A coruja havia fugido e eu procurava desesperadamente por ela, chegando a voltar ao abrigo pra ver se não estava lá. Confirmando isso, fui para casa. Limpei a gaiola do Soren (meu rato). Eu estava vestindo uma regata branca com um tecido por cima de tiras rosa no fundo branco. Meu pai cortou esse tecido na costura e eu fiz uma roupinha pro Soren - que ele não demorou a tirar. Retirei o resto de tecido e fiquei só com a camisa. Peguei meu namorado a tiracolo e levei para ir ao centro - agora de uma praia - comigo. Como era feriado assim como na realidade, poucas lojas estavam abertas. Parei em uma e dei uma olhada nos sapatos da vitrine, no que um homem gordo se aproximou e perguntou se poderia ajudar. Perguntei-lhe se haviam sapatos do meu número e ele me mostrou dois modelos horríveis. Fiquei sem ter o que dizer e antes que pudesse agradecer e sair, ele começou a falar e elogiar minha bunda, de uma forma não tão hostil para falar a verdade. Coisas como:

- E essas coxas com tudo no lugar? Essa bunda bonita e esse tronco acinturado aí? 

Lembro de ter olhado para ele por alguns segundos sem entender. Agradeci o elogio (???) e me retirei. Meu namorado começou a brigar comigo, teve um surto de ciúmes - coisa que ele nunca tem - e saiu apressado na minha frente. Respirei fundo e literalmente corri atrás, chamei algumas vezes e lá pela quarta vez ele se viu obrigado a esperar. Voltamos para casa discutindo. Compramos algo para comer e não tocamos mais no assunto.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quem é Vivo Sempre Aparece

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Geeeente, quanto tempo que eu não passo por aqui!
Aconteceram umas coisas, uns problemas, umas soluções, um namorado, problema técnico, problema financeiro, mas enfim, tô de volta. (:

É claro que eu não podia aparecer por aqui sem um sonho absurdo e non-sense pra compartilhar com vocês (aliás, cadê vocês? haha).

Ultimamente eu tenho - literalmente - ido dormir quando amanhece e acordado quando anoitece, cozinhado, limpado casa e coisas do tipo. Ok, e daí? Bom, e daí que acho que isso mexeu um pouco (mais) com os meus sonhos. 

Hoje à tarde sonhei com um lugar estilo bosque, com uns matinhos, árvores altas, lagoas (muito bom para fazer sacanagens riri). Eu estava com um grupo de pessoas que queriam mergulhar muito em uma dessas lagoas bem localizadas e cheinhas de peixe.

Depois de alguma insistência por parte dos meus amigos do sonho, decidi acompanhá-los a essa aventura molhada. Passamos por um lago e andamos até o mais próximo. Assim que chegamos, todo mundo se jogou dentro da água com a maior felicidade - e sem tirar as roupas, levar toalhas nem nada do tipo. Entrei também e fiquei num canto, meio isolada. Chegaram duas meninas com lá seus vinte e poucos anos.
O lago era como uma poça gigante: água aparentemente parada, concentrada num buraco natural com muitos matinhos e algas na beirada, que era uma lombinha íngreme de mais ou menos 1 metro.
Esse lago cheio de peixes, por sinal, possuía inúmeras carpas. Mas não eram carpas comuns: elas tinham o corpo alongado que lembrava muito uma enguia, eram maiores que carpas selvagens, possuíam escamas grandes, visíveis e não haviam manchas em seus corpos, apenas uma cor metálica que diferenciava-se de indivíduo para indivíduo. 
Nós três ali, praticamente excluídas do grupo de jovens alegre localizado mais pro meio do laguinho - não tão inho assim -  com três dessas carpas imensas. Aos poucos elas foram se afastando de nós, depois de um tempo voltavam, botavam a cabeça para fora da água, tocavam a cauda em nossas costas, enfim, simpáticas carpas mutantes.

Então, uma das minhas companheiras de solidão propôs uma brincadeira com os peixes e pegou uma bola de aço do tamanho de uma esfera do dragão de algum lugar e começou a derrubar na água para os peixes pegarem. Duas das carpas, com a movimentação estranha, saíram de perto definitivamente, foram embora, provavelmente para um canto mais calmo do lago.
Uma ficou: um macho marrom-avermelhado num tom metálico. Ela tentou fazer ele pegar a bola várias vezes sem sucesso, então a menina que estava ao meu lado passou a tentar também. Quando me irritei, peguei a bola e comecei a deixá-la cair próxima à cabeça da carpa até que ele pegou. Nisso foi um fiasco:

- Tira da boca dele! Ele pode engolir e morrer! Tira, tira!

Eu não entendi nada, a brincadeira não era para este fim? Para ele pegar a bola como um pedaço de ração? Loucura à parte, disse para elas segurarem ele que eu tirava. Abri a boca dele pressionando as laterais. 
Brincadeira terminada, acordei sem entender nada.

Mulher é doida até em sonho. Hahaha.