sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meteoritos

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Eu estava em casa quando instalaram uma porta pequenininha antes do elevador do prédio em que, no sonho, eu morava. 
Era uma portinha com um botão em cima (creio que pra chamar o elevador), a porta devia medir mais ou menos 1,10m e era da cor pêssego. Ficava ao lado das escadas, entrar e sair era um parto, mas se fazia necessário.

Então, num belo dia, saímos todos pra ver as estrelas cadentes que estavam passando no céu. De repente tudo ficou muito iluminado. Uma bola de fogo caiu, seguida de mais umas trocentas.

Meu pai - um senhor de paletó, bigode e cabelos escuros e olhos claros - imediatamente pegou o Gugui do colo e saiu. Minha mãe - loira e alegre, de cabelo curto - pegou a Xira. 
Lembro de sair correndo - meu irmão não estava com a gente - e parar de repente atrás dos meus pais:
- Os ratos!
No que eu ouvi algo do tipo: "Deixa eles, se eles morrerem te compro mais um outro dia", eu respondi que não ia deixar eles para morrerem queimados com o que quer que fossem aquelas bolas de fogo. E voltei.

Dias depois, minha mãe e meu pai estavam trabalhando numa barraquinha de cachorro-quente, porque estariam "desempregados" por uns tempos. Acho que um meteorito destruiu o trabalho deles.


Nota: a descrição dos meus pais em sonho é apenas a descrição dos meus pais do sonho. Meus pais não são assim.

Sequestro

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Não lembro bem o motivo, mas enquanto eu estava na porta do colégio com mais duas amigas, veio um cara chamado Nick com a namorada num carro preto de quatro portas. Ele suava. Estava vestindo uma camisa azul. A namorada dele saiu do carro e ele me chamou pra conversar, mas não conversou; simplesmente me levou embora. E quando eu fui gritar "socorro" pras minhas amigas, elas me deram tchau (?). 


Notei que ele não falava nada.
- Nick?
- Eu tenho que me livrar de você. 
No que eu pensei: "Acho que hoje eu morro"

Daí, chegando até a casa dele, ele me colocou pra dentro e me trancou no quarto dele, junto com ele. Nick andava de um lado pro outro e me deixou até usar um pouco o computador dele. Até que era um sequestrador legal. 
Na primeira oportunidade eu fugi, logicamente. Acabei deixando minha câmera lá, que tinha uma foto com o número da placa dele. 

Então o sonho muda, e lembro de ter um bichinho peludo e olhudo que era o Nick. Ele era fofinho, pequenininho, mas ah, era muito mau. Aí ele ficou fazendo terrorismo comigo, no que eu peguei ele e joguei na sacada do prédio à frente do meu. Ele fez "ploft" e saltou sangue pra todo o lado. Sujei a sacada do vizinho ainda por cima.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Duas Cabeças

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Havia um animalzinho que parecia uma esfinge - até então, eu via apenas a sombra dele - em cima da secadora da área, que dá pra janela do box do banheiro, que é de vidro ondulado (não sei o nome), permitindo apenas a entrada da luz e não uma visão 100% do outro lado. 

O esboço tinha duas cabeças, quatro patas e duas asas de morcego. As duas cabeças, no esboço que eu via pela janela, pareciam ser de pessoa, com cabelo black-power...

Todos os dias eu conversava com a tal criatura, que tinha uma voz feminina. Eu sentava no banco do banheiro e desabafava pro bicho, que sempre conversou comigo numa boa. Até que meu pai começou a ficar preocupado, já que o tal coiso não saía dali, logo, não comia nem bebia água. Mandou eu ir pegar pra dar comida, porque ele não estava indo embora então devia estar fraco.

Eu fiquei com medo. Morrendo de medo. Era meu amigo, mas e se eu visse algo que eu não gostaria de ver? Ou algo que me deixasse assustada? Eu ia chatear meu amigo. Ou amiga. 
Mas lá fui eu. 
Não acendi a luz da área pra não ter que ver detalhes sórdidos possivelmente horrorosos. Peguei o banco do banheiro, subi, peguei a criatura pelo tórax e, sem olhar, botei no chão da cozinha, na frente de um prato de ração. Lembro de achar o pêlo do corpo muito macio e gostoso.

Quando tomei coragem pra olhar, as duas cabeças eram cabeças de cachorro, ou algo assim, o que claramente me deixou confusa, mas acabei achando o meu amigo - ou amiga - bonitinho. Ele estava magérrimo, dava pra ver as costelas de uma forma que parecia que ele iria quebrar se ficasse mais tempo em pé - no caso, ele estava sentado enquanto comia.

As asas estavam quase atrofiando, pela falta de praticar o vôo. Então decidimos cuidar dele. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Meninas Super Poderosas x Piratas do Caribe

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Primeiro era uma ilha, onde as meninas super poderosas estavam - sem todos seus poderes, com 14 anos, e realistas (?) - fugindo de cavaleiros que nada mais eram do que esqueletos montados em cavalos. A ilha era como uma praça: árvores, terra, plantas. E era tão pequena quanto.

Tinha um cara - agora não lembro quem - que acompanhava elas. Ele enterrou explosivos por toda a ilha porque eles - a Florzinha e ele - tinham roubado artefatos para fazer um tipo de ponte mágica - o que despertou os cavaleiros - e precisavam de algo que matasse os guardiões. 


Eu era como uma mosquinha observando tudo. A Florzinha corria de um grupo e gritava para o cara, que dizia algo como "já tem um monte atrás de você!". Ela não tinha percebido, mas eles estavam muito perto. O cara mandou ela ativar as bombas e foi o que ela fez. Ele estava num lugar seguro, mas nem ele e nem ela esperaram a Lindinha e a Docinho, que acabaram morrendo. Mas não havia tempo para luto.
A ilha toda foi pros ares, acabou-se, explodiu e sumiu do mapa. O que sobrou foi apenas a parte de ativar as bombas, que tinha um espaço de um ou dois metros e a borda da ilha. 

Mais tarde eles estavam no que parecia muito um esconderijo de pedra. Não era um esconderijo, os trabalhadores da pirâmide acima usavam-no bastante. Passavam por ali várias e várias vezes. As portas eram de pedra e eram de correr. À esquerda e à direita, havia caminhos de pedra que levavam até o outro lado, que era mais elevado e também possuía portas. No centro, um oceano silencioso, parado. 

Não havia iluminação se não por tochas. 
O lado mais elevado, aberto, que dava para o "fim" do oceano subterrâneo, fechava no teto. Mas a ponta que dava para o início do oceano servia mais como um muro.

Florzinha e o tal cara descobriram o lugar. Eu fiquei no cantinho observando - não sei bem o que eu era; eles não me viam. Lá, os artefatos brilhavam. Todos eram de ouro, alguns com pedras preciosas talhadas. 
Não demorou muito até dois zumbis aparecerem. Não zumbis clássicos, fétidos, apodrecidos, resmungões... Não, eram corpos em movimento com os olhos virados. Um de um gordinho e outro... ah, o outro é interessante e ao mesmo tempo aleatório: o outro era o Jack Sparrow. 

Resumindo, eles lutaram, lutaram, lutaram. Até a Florzinha. A Florzinha lutou com o Jack e o cara com o gordinho. O amigo da Florzinha cortou a cabeça do gordinho e ensacou-o num saco cinza, a Florzinha cortou o braço e o pênis (?!) do Jack Sparrow. Então ela, inocente, pegou o pênis dele e queria saber o que fazer com aquilo. Eu observava de queixo caído, pra dizer o básico.  O amigo dela mandou ela ensacar tudo. Aí, o pênis começou a brilhar, quando parou, ficou rosa e parecia muito um consolo. 
Mas ela obedeceu: ensacou as partes, o braço e o próprio Jack Sparrow num saco preto. Jogaram eles no oceano e atravessaram o muro. 


Uns dois dias depois, encontraram o Jack Sparrow vivo. O cara fez várias perguntas, mas como ele estava com o braço normalmente junto ao corpo, ele devia estar inteiro. Foi o que eu pensei. 
Aí veio o gordinho que teve a cabeça cortada, igualmente vivo. Estava reclamando com o amigo da Florzinha que ele havia arrancado-lhe o cabelo. Florzinha disse que, pelo menos, aqueles fios eram mais fofos na cabeça dele. Isso amenizou a briga. 

Mais tarde parece que a Florzinha namorou o Jack Sparrow. Aí eu apareci e fiz eles terminarem.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Chuva, Gato, Chihuahua e Alagamento

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Estava na sacada com o meu pai e chovia muito, ventava muito também. Tinha um gordo conosco. Ficamos conversando - gritando - um com o outro embaixo daquela tempestade. Até que de repente um gato filhote é atingido pela ventania e cai na nossa sacada. Ele era um filhote de uns cinco meses, magrelão, branco com manchas laranjas na cabeça e no rabo. Não demorou muito, o gordo que estava conosco nos entregou um Chihuahua peludo igualmente encharcado, begezinho. Secamos os dois e botamos numa caixa de papelão. O cão também era filhote, mas era possessivo com comida, quase me mordendo duas vezes. A Xira não se incomodou com eles.

Pela noite, meu irmão chega tremendo de frio, batendo os dentes. Não lembro o motivo de ele vir pra casa, mas ele se trocou e foi dormir. 
Então a madrinha dele ligou, dizendo que tava tudo alagado, que não tinha como sair da casa na praia - lembro de pensar que ela não saía mesmo -, que talvez ficasse doente porque tinha água entrando na casa, enfim, só reclamação. Quando desliguei o telefone, chamei a Xira e fomos dormir.