sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cama de Madeira

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Estava saindo de uma prova com um amigo, quando ele parou na primeira sala do corredor. Era a professora de geografia que estava em aula. Perguntou o que queríamos e ele não respondeu, então eu me virei e disse: "a gente só queria ver como estava a situação nessa sala, tchau", peguei-o pela mão e saímos.

Passamos no shopping, porque esse meu amigo queria comprar alguma coisa. Minha mochila - que é azul - era verde e em algum momento eu a deixei no chão. Alguém passou e levou. Encontrei um colega meu e fomos buscando a mochila, enquanto ele me perguntava se havia algo importante ou algo "roubável". Eu só queria a minha mochila de volta, pois era a minha favorita. 

Depois de encontrarmos ela, eu busquei o meu amigo e fomos até um porto onde tudo era de madeira - madeira podre. Entramos numa casinha onde havia apenas uma peça: o quarto, também era de madeira, bem à frente do mar e a cama não era uma cama, mas parecia o que um dia foi um chão: quadrado, de madeira como um assoalho, sem pés nem cabeçalho, apenas um pedaço de madeira quadrada.

Então a casa alagou e a cama funcionou como um barquinho. Minha mochila estava na outra ponta e eu lembro de pedir pro meu colega pegá-la. A mochila era o meu tesouro, não suportava a idéia de vê-la afundar, apesar de a casa estar alagando enquanto corríamos o risco de morrer afogados.


domingo, 23 de maio de 2010

Bar

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Estávamos - eu e minha amiga - indo dar uma volta pela cidade. Dobramos a esquina e passamos por um arco natural de árvores sobrepostas de ambos os lados de uma trilha, até que chegamos num bar. 
Comprei cigarro, isqueiro e guardei na minha mochila. Encontrei minha mãe e deixei minha mochila com ela. Então continuamos andando, até uma esquina, onde havia outro bar. Mas esse era diferente - era maior, possuía grades. O dono tinha um hamster, cinza com manchas pretas e barriga bege. Compramos uma garrafa de 600ml de refri e ficamos batendo papo sobre o hamster. O dono do bar disse que ele havia aparecido ali, que devia estar perdido e nem sabia que era um hamster.

Saímos do bar depois de beber todo o refri. Estávamos morrendo de sede e nos deparamos com várias torneiras finas de PVC numa parede, ao lado do bar - a parede era de tijolos. Haviam alguns para adultos, outros para crianças, para crianças menores e até para cachorros. Não queríamos encher a garrafa de refrigerante com água, pois ficaria com gosto do refri. Então tomamos direto do filtro por um tempo, até que eu decidi encher a garrafinha e fomos embora.



sábado, 22 de maio de 2010

Família

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Eu era um garoto de, aproximadamente, uns dez anos. Usava óculos e dormia com o pai. Ele sempre pedia pra eu fazer as coisas pra ele, enquanto as minhas duas irmãs mais velhas - que tinham 12 e 14 anos - trabalhavam em função dele. Tudo o que ele pedia, era lei. 

Por algum motivo, ele matou a nossa mãe, mulher dele. Foi com uma pá. Convivíamos bem com isso, éramos crianças.
Num dia chuvoso, as minhas duas irmãs chegaram chorando em casa e eu nunca mais as vi. Sabia que ele havia as matado também. 

Não demorou muito tempo pra ele morrer, foi questão de dias. Então a casa começou a dar sinal de estar mal assombrada. Até que um dia eu sai da casa e sentei no pátio, observando. E eu via eles, via os três. As minhas irmãs estavam estacadas aqui por medo dele. Eu disse pra elas seguirem que ficariam bem, ele não poderia ir junto. O nosso pai surtou, afinal era verdade, mas não era o que ele queria. Insisti pra que fossem, até que elas decidiram arriscar e foram.


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Aventura

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Não sei onde estava, mas parecia um apartamento muito grande com cômodos muito pequenos. Havia uma amiga comigo e lembro de encontrarmos uma terceira garota. Eu possuía cachos e cabelo comprido e ela era morena e estava com os cabelos úmidos. 
Eu carregava comigo uma foto. Essa terceira menina viu e pegou a foto de mim, começamos a discutir e acabamos brigando feio. Quando ela veio pra cima de mim, eu a derrubei e bati nela com toda a força que eu tinha, nos olhos, na boca, na bochecha. Consegui a foto de volta e ela fugiu. 

Então vi um rato albino fugindo do quarto. Fomos embora.

Eu e a minha amiga tínhamos nãoseioquê pra fazer no colégio e lá, eu encontrei pessoas que eu não gostaria de encontrar, mesmo em sonho. 
Então a menina que apanhou de mim voltou, pediu desculpas e ficamos bem. Até dividimos umas balinhas pra hálito com ela. Depois nos separamos e fomos pro fundo do colégio, haviam algumas lenhas lá. Eu e a minha amiga sentamos no topo, então veio um monte de criancinha se esconder embaixo das madeiras. A minha amiga viu que a vice-diretora se aproximava e apontou onde eles estavam - abaixo de nós. 
Saiu rindo e comentou algo sobre eles terem dedurado ela em algum momento. 

Então o colégio começou a lotar. Era um evento. Na parte aberta interna do colégio estava com sol, mas do outro lado, o lado de fora, estava chovendo e as pessoas não conseguiam nem entrar e nem sair.
Tinha umas abelhas e um gorda que comia as abelhas feito aspirador. Aspirava as abelhas e engolia. Ia quase a colméia inteira.
Mais pra lá tinham as faxineiras, que apenas olhavam. Nos cantos tinham os lixos - montes e montes de sacolas com restos de comida, papel higiênico e derivados.

Minha mãe foi no evento. Lembro de me afastar dela com o meu irmão e então ver uma formiga gigante - do tamanho de um beagle - atrás. Ela corria, a formiga corria e quando avisei meu irmão, nós também corremos. O plano era interceptar a formiga, porque ela não era brava, mas podia arrancar um membro com as presas se ficasse.
Mas ela alcançou a minha mãe primeiro e eu quase surtei porque a formiga era venenosa. Meu irmão bateu o pé perto dela - que estava em cima da nossa mãe, caída no lixo - e ela soltou um chorinho, parecido com o de cachorro filhote. Meu irmão ficou com as duas, enquanto eu fui procurar ligar pra emergência. 
Logo minha mãe estava bem, dizendo que ela nem chegou a ser picada - atacou da asma e desmaiou. 

Mais tarde eu encontrei uns amigos e saímos do colégio. Não chovia mais. Nos penduramos na grade que separava o lixão da escola e a entrada dela. Alguém jogou uma pedra e saiu uma ratazana gigante - mais especificamente, um black hooded - era um macho e estava todo eriçado. Desci do portão e fui dar carinho. Ele mordeu a minha perna.



quinta-feira, 20 de maio de 2010

Prova, Caminhonete e isso

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Estava eu, em plena aula de português com a professora Fátima. Ninguém estava ali de verdade, nem sequer enxergávamos ela. Era pra ser mais um dia de aula normal e cansativa do tipo que te tira o couro e você não entende bolhufas. Então ela conseguiu nossa atenção: estava entregando as provas trimestrais de física. Fiquei em recuperação, como sempre. E, como sempre, eu já sabia disso. Pareceu-me que ela percebeu o meu desinteresse na nota final, deixando de entregar a minha prova. Assim sendo, me retirei. 

Sai pela janela que ficava ao lado do lugar que estava. Havia deixado minha bolsinha embaixo da classe, quando todos - incluindo a professora - começaram a me chamar e a gritar "Esqueceu a tua bolsa!". Muito bem, voltei e percebi que a minha bolsinha era azul. Não tenho bolsinhas azuis. Em todo o caso, só queria ir embora mesmo. E fui.

O colégio naquele dia parecia muito um clube que eu fui uma vez. Chão batido, alguns poucos animais soltos. Então dou de cara com a vice-diretora. Alta, cabelo curto, loira, magérrima. Quase um sargento. Cumprimentei e perguntei pra onde ela estava indo.
- Pra lá. 
Então perguntei se, já que era caminho, ela não poderia abrir o portão pra eu ir embora. Ela aceitou.

Fomos felizes e saltitantes - sem dar um pio - até um outro portão, que não o de saída. A vice-diretora parou e acenou. Estava a diretora mais à frente, esperando uma caminhonete pequena, feia, suja, descascada e branca que se aproximava. O motorista não conseguia fazer a manobra certa pra passar. Até eu dei palpite pra ele tentar e quando vi que não ia dar em nada e que já tinham duas mulheres tentando ajudá-lo, fui pra minha casa.


quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Raposa, o Cão e o Vampiro

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Eu estava sozinha em casa e tinha uma mulher gritando aqui na frente. Fui atendê-la e ela tinha uma raposa jovem, de uns oito meses, fêmea, junto com um filhotinho de cachorro de dois ou três. Ela me explicou que eram inseparáveis, que a raposa cuidava do outro. Aceitei quase de imediato ficar com o casal.

Numa tarde, os dois estavam correndo pela casa, brincando, quando eu disse pra minha mãe:
- eles vão cair da sacada.
Não deu outra, o filhotinho tropeçou e caiu enquanto a raposa, que vinha atrás, escorregou e foi junto. Sai desesperada, afinal, a minha mãe mal deixa eu adotar eles e eu já dou o gasto de uma provável cirurgia?
A raposa e o filhote tinham deslocado a pata direita traseira na altura da bacia. A raposa ainda parecia disposta a brincar, mas o bebê deitou no sofá e ficou. Era clarinho, peludinho, todo mimosinho. No diminutivo, mesmo. Considerando que a raposa era uma raposa, eu achei ela bem alta.

Lembro de levar eles pro colégio, porque eu ia ter que apresentar algo e tinha esquecido completamente disso. O colégio permitiu.
Era algo relacionado a uma peça. Então arrumei e organizei tudo como deveria ser, me explicaram como funcionava - havia um quadro negro e cada linha representava uma apresentação, tendo os devidos dados. Fomos pra cantina.

Havia uma loja na frente da cantina, e todos do colégio estavam ali, à frente. Tinha uma caixa branca e retangular com vários hamburgeres congelados de microondas e uma fila pra usar o microondas. Furei a fila e coloquei o meu. A minha colega estava atrás e eu ofereci colocar o dela, ela aceitou e foi o que eu fiz.

Entreguei o hamburger pra ela e sentei pra comer o meu, pensando na maldade que eu estava fazendo com o cãozinho e a raposa, deixando-os presos.
Quando essa minha colega e o bando dela saíram de perto de mim, eu vi uma delas fofocando e me observando. Terminei de comer e voltei às minhas atividades. Nessa confusão toda, descobri que o nome da raposa era Mayu. 

Perguntei se podia levá-los pra casa e foi o que eu fiz. Cheguei em casa e havia uma carta - era um convite.
Deixei o cachorrinho com o meu pai e sai com a Mayu. O homem que me convidou havia convidado outras pessoas e possuía um gato. O gato correu atrás da raposa, até que eu pensei:
- eles vão cair pela janela.
Cairam. O gato pulou de volta, mas a Mayu não conseguiu. Pedi pra ficarem com ela por mim, quando descesse a pegaria. 

Havia uma mesa redonda e o lugar era mal iluminado. Quando todos chegaram, eu sentei ao lado de uma menina oriental. Ela não falava nosso idioma. Cumprimentei ela em japonês e começamos a jogar cartas, até que quatro homens chegaram. 
Levantei e os cumprimentei em koreano, me chamaram de grosseira. 

As pessoas que perdiam, sumiam. Comecei a desconfiar quando sobraram apenas eu e a japinha. Então, eu perdi. Nisso, o homem de capa preta me levou para os fundos. Foi aí que eu descobri que ele era um vampiro. 
Eu fiz de tudo: tentei jogá-lo pela janela, quebrei coisas nele... nada adiantava, naturalmente.
Até que consegui sair do apartamento, depois de derrubá-lo das escadas. 
Fui até o apartamento da frente, que estava sendo reformado - ou seja, estava um troço, uma bagunça só - e encontrei o meu irmão.

Me escondi num roupeiro que tinha, com cortinas ao invés de portas. Lembrei que ele podia matar meu irmão e mandei ele se esconder comigo. Meu irmão fez o maior fiasco, chorou, ficou de cabeça pra fora, fez barulho, enfim.
Nesse momento ele entrou no apartamento e eu ouvi ele lançando um "Avada Kedavra" num armarinho ali perto e lembrei imediatamente de Harry Potter. Mas ele era um vampiro!
Enquanto ele se aproximava devido a cabeça do meu irmão, eu pensei que eu não tinha uma varinha e então tirei qualquer coisa que lembrasse uma daquele roupeiro velho e encardido e quando ele abriu a cortina, gritei: "Expeliarmus". Puxei meu irmão e sai correndo, paramos de costas pra janela. Até torci pra podermos pular, mas era alto demais. Quebraríamos uma perna ou um braço. Quando me virei ele tentou me matar novamente com um Avada Kedavra e eu desvencilhei, enquanto pensava em outro feitiço pra responder. E ele me empurrou pela janela. Me agarrei ao poste de pvc, que era a coisa mais próxima e vi uma mulher gorda perguntando se era a brincadeira de sempre, se eu tinha colocado as redes. Respondi que não e ela mandou os filhos e os amigos dos filhos buscarem. 
Mas o cano era de pvc e eu ia escorregar em algum momento. 

O vampiro-bruxo foi embora e deixou meu irmão, que não conseguia me alcançar. 
Assim que chegaram e montaram as redes, eu pulei. 

Nota: não sou fã de Harry Potter.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Sangue

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Eu estava ajudando um médico a fazer exames de sangue. A primeira paciente tinha uma filha e eu lembro que colocamos ela - a paciente - deitada numa mesa igual as de necrotério, de metal. Tirávamos amostra de sangue a vácuo. O que acontece, é que algumas amostras estavam contaminadas. 

Essa mulher estava bem doente: parecia febril, pálida e fraca e depois dela atendemos algumas outras. Não haviam pacientes homens ou crianças.
Depois de umas duas ou três pacientes, nós começamos a colher algumas amostras e aplicar outras. Numa dessas vezes, aplicamos um sangue doente e a mulher começou a se debater, salivar e gritar. Tivemos de amarrá-la na mesa. Isso ocorreu algumas vezes, até desistirmos.
Então eu sai. Estava indo pra um shopping, que ficava na frente de um supermercado. Atravessei a primeira avenida, do lado de cá do shopping. Era iluminada, barulhenta, movimentada, contrastando com a do lado de lá que era escura, silenciosa, parada, vazia. Haviam muitos carros, todos apagados como se as pessoas tivessem abandonado eles ali durante um sinal vermelho.

Segui meu caminho. Passei por uma praça com várias figuras diferentes, era quase outro mundo. Não fazia mais sentido pra mim. 
Entrei em uma garagem de um prédio aleatório. Havia um cara nu andando de um lado pro outro, gordo, peludo e velho. As pernas eram magras e finas, espremidas em botas femininas pretas, de couro, que cobriam as nádegas. Lembro que encontrei meu irmão e quando passamos por esse homem, ele ficou excitado e implicou com o meu irmão. Além de gordo, peludo e velho, era calvo também.



segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fantasma

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Acho que todo mundo já sonhou - pelo menos uma vez na vida - que dormia e sonhava. Foi o que aconteceu comigo há alguns dias.
Lembro de estar deitada de lado, e de ver alguém de relance entrando no quarto, um fantasma
Ele deu a volta na cama e eu ouvi cada passo. Pensei em ignorar, que assim iria embora. Mas não foi. E então começou a piorar, ele começou a tentar "entrar" em mim e eu me sentia péssima.

Então acordei e olhei pra porta - eu ainda sentia ele no quarto, meu peito apertando. 
E de repente eu acordei de verdade, sem saber o que era sonho e o que não era, ou o que significava tudo aquilo. 

Só me restava voltar a dormir.


domingo, 16 de maio de 2010

Martelando

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Esse não é tão bizarro quanto o da cintura, mas é bizarrinho também. Só que ao invés de uma mulher louca me aterrorizar, era um homem cheio de testosterona.
Eu lembro que ele invadiu a casa e queria estuprar eu e o meu irmão na frente do meu pai, e tinha um martelo.
Em todo o caso, ele gritava que ia nos matar depois disso. Deixei meu irmão trancado no escritório e eu e o meu pai conseguimos trancar ele do lado de fora de casa, só que era um homem imenso
Enquanto ele gritava dentro do prédio, ele martelava a porta. Não tinha quebrado nada e quanto mais frustrado ele ficava, mais ele gritava. Até que ele decidiu martelar o vidro e a partir disso quebrar a madeira da porta. Deu certo :D

Eu me fechei na cozinha, porque ele não queria nada com o pai e ele tava só olhando, mesmo. Só que a porta da cozinha tinha uma parte embaixo de vidro, como uma janela fora do lugar.
Ele bateu nessa parte e o vidro caiu inteirinho, sem nem quebrar. Na verdade, nem barulho fez. Quando vi, cadê o vidro?

Mas ele não conseguiu me pegar. Eu acordei antes.


Bad

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Não sei porque, mas meus sonhos mais bem elaborados, detalhados e interessantes são sempre os bizarros, assustadores ou non-sense. 
Eu lembro de ter ido pra um tipo de acampamento de final de semana com o meu pai e o meu irmão. Pra quem não sabe, minha mãe saiu de casa. 
Até ai tudo bem, adoro natureza, foi super bom. Só que tinha uma moça e na volta, ela veio com a gente. Eu e meu irmão não gostamos nadinha da idéia, mas como sempre, aceitamos. 
Na primeira semana ela foi legal, fazia comida, limpava a casa, fazia até lanche pra gente. Só que depois de alguns dias ela simplesmente surtou. Ela surtava por nada, gritava, quebrava coisas, tentava nos bater, enfim. Louca de atar.
Até que um dia ela começou a andar armada com um monte de coisa, desde pistola carregada até chave de fenda e realmente tentava nos matar. Não o meu pai, mas eu e meu irmão principalmente.

Num desses surtos psicóticos agressivos, ela começou a gritar e a ir pra cima de todo mundo. Tinha pessoas aleatórias no meu sonho e ela ia pra cima deles também. 
Ai, eu lembro que um dia ela se atirou pra cima de mim e me derrubou e eu consegui (não perguntem, é um sonho) tirar a pistola dela, pelo menos. Peguei a maior faca de cozinha que estava com ela, fui até a cozinha, guardei e peguei outra bem maior. Quando eu me virei, ela estava cortando a cintura com uma faca de cozinha menor. Meu irmão tava atrás de mim, e eu lembro de me virar pra fazer ele não olhar.

Quando me virei, ela estava na porta da cozinha e não sangrava (zumbi? vampira?). Disse na maior naturalidade que não conseguiu cortar tudo porque a faca era ruim, não tinha fio. Mostrou o corte. Ela não conseguiu cortar pouca coisa, uns 6cm no máximo.

Depois disso, ela nunca mais surtou. Até que fomos viajar e tinha as pessoas aleatórias que falei antes. Era uma casa de campo, bem legal.
Ai tinha umas crianças e um menino mais velho (o que me fez lembrar de Peter Pan), e eu lembro dela correndo atrás deles com um machado.
Eu pulei a janela e esperei esse menino mais velho pular, mas ele pulou e parou pra fazer nãoseioquê. Ela também parou e ficou brigando com ele. Não ouvi bem o que ele disse, mas vi ela decepando o braço dele. Ele saiu e o braço ficou, mas não reagiu à dor.

Nota: ela não cortou a cintura de forma clássica, ela tentou se cortar ao meio. Digno de filme de terror.


Matando Aula

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Sonhar com passeio deveria ser, no mínimo, interessante. Mas não foi.
Eu lembro de estar com uma amiga e ela quem estava pagando minhas passagens (a gente estava dando voltas pela cidade, tri bom), mas na hora de voltar pra casa, o ônibus tava quase lotado. Digo "quase" porque tinha uns bancos vazios, só que por algum motivo as pessoas estavam de pé. 

Tinha um menino na minha frente e eu não lembro qual era o assunto, mas ele me pegou no colo (é!) e ficou comigo no colo até a gente (eu e minha amiga) descer.

Quando descemos, passamos pelo colégio e eu lembro que a diretora e a vice-diretora não podiam nos ver porque estávamos matando aula. Demos várias voltas e eu lembro que essa minha amiga se agaixou bem na frente da janela da direção (há uns 5, 8m talvez) e quando eu puxei ela pra sairmos dali, a vice-diretora estava parada nos olhando. Não sei porque, mas insistimos em nos esconder dela, do professor de Educação Física e da diretora, até que eu parei e desisti, afinal, ela já tinha visto a gente e já sabia que a gente tava dentro do colégio. Mas essa minha amiga continuou querendo se esconder e fugir e etc.


sábado, 15 de maio de 2010

Dentes

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Acho que o pior tipo de sonho é o clássico "dentes caindo". Além de dar uma sensação horrível, tem aquele mito de significar morte. Não acredito nisso, acho que sonhos são manifestações do inconsciente, mas em todo o caso eu tenho sonhado praticamente todos os dias com meus dentes caindo e pior: geralmente os sonhos são sequenciais.

Então vamos por partes:
O primeiro sonho foi com os meus dentes dos fundos caindo. Caiu só um no início do sonho e depois cairam mais alguns do lado esquerdo, uns dois.
No segundo, cairam todos do lado esquerdo até uns dois antes do canino. 
No terceiro, caiu alguns do lado direito. No quarto, cairam alguns da frente (os caninos e os incisivos) e no quinto cairam os outros. Dai no sexto sonho eu coloquei dente de ferro (!). 
Hoje foi o sétimo sonho, meu canino de ferro perdeu uma metade e eu lembro de estar num quartinho com várias pessoas. Na verdade, o quarto era de um bom tamanho e estava limpo, mas era mal iluminado e possuía várias beliches. Ai eu fiquei brincando com a metade que sobrou, até ela cair também. Eu entrei em parafuso no sonho, porque não sabia como fazer pra conseguir outra dentadura de ferro. 

Triste.


Mata e Cérebros

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Há muito tempo atrás, eu tive um dos meus primeiros sonhos bizarros. Eu estava em casa e o quarto todo era uma selva com árvores, flores, pássaros e passarinhos, trepadeiras, lagartos... O chão era coberto de uma grama fina que falhava em certas partes. Num certo ponto havia um lobo muito bonito, peludão e enorme.

Na sala estavam meus avós (já falecidos naquela época), meu pai e um cara com um sobretudo. Lembro desse homem dizer que a minha mãe estava dormindo e que precisariam do cérebro dela (?). Logo, ela não acordaria mais.
Não lembro de como eu reagi porque realmente faz tempo, mas no final eu estava na sacada e vi um cérebro rosa e outro roxo (que naquele momento brilhavam) saindo pela janela fechada do quarto dos meus pais, que é ao lado da sacada, indo em direção a uma estrela. Sim, os ETs roubaram o cérebro da minha mãe e provavelmente o desse senhor também.

Duas de mim

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Acho que se olhar no espelho e ver outra pessoa é a pior sensação que se pode ter. E passar por isso, mesmo em sonho, foi horrível. Então, gente, não finjam ser algo pra agradar os outros, não vale à pena. Vocês não vão agradar os outros e nem a si mesmos.

No sonho em questão eu era ruiva e tinha dois corpos (pois é!), não tenho definição melhor do que essa.
A "transformação" ocorria da seguinte forma: em um banheiro, era só levantar uma parede caida (era uma casa abandonada, se não me engano, mas em bom estado). Não doía nem nada, mas era estranho.
No início eu era uma gorda, de óculos, feia, cabelo pixaim e curto. No momento seguinte eu era magra, esbelta e não precisava de óculos; o cabelo era liso e comprido, na altura da cintura.
Ninguém sabia desse meu "poder", mesmo sendo necessário que alguém levantasse e abaixasse a parede do banheiro. Devia ser uma parede mágica, algo assim.
Em todo o caso, era algo que eu já me aproveitava há algum tempo no sonho.

Tinha um cara. Sempre tem um cara - ou melhor, o cara. Ultimamente tenho sonhado com ele e ele é meu amante em todos os sonhos, não necessariamente fazendo coisas que um amante faz.
Enfim, eu sai do banheiro e lembro de me retirar da casa. Não sei o que aconteceu em boa parte do sonho, mas em seguida eu lembro de estar na minha casa.
A casa era enorme, tinha uns cinco andares, parecia aquelas casas muito antigas da burguesia, branca com as sacadas num tom de amarelo tão claro que quase parecia bege. A grama era bem cortada, bem verde, muito baixa e o ar era bem fresco. Estava nublado, mas não estava frio. Também não estava quente, mas lembro de estar de vestido. Um vestido muito bonito por sinal, vermelho e simples até o joelho.
No centro tinha uns canteiros que foram plantados de forma que, podados bem baixos e "cheios" formavam um círculo. Tinha gente lá e fui ver o que estava acontecendo.
Havia uma loira muito bonita e o homem dos meus sonhos - literalmente - também estava lá. Quando cheguei sei que tinha algo a ver com espíritos e a menina estava com um graveto longo e liso. Eu me meti e comentei algo sobre prender os espíritos maus, sabendo que era errado. Não faço idéia de porque eu disse isso.
No chão eu fiz uma carinha :( bem pequena, no que a loira me corrigiu:
- Não! Tem que prender os espíritos bons, ai eles expulsam os maus. E fez uma carinha :) bem grande no chão. A gorda surgiu no meio disso, dos canteiros (a gorda, que era eu, mas eu estava ali, como a magra bonita) e eu lembro de fugir.

Já dentro da casa, havia um espelho muito grande, dividido em três partes sendo a do meio maior. Eu estava de lado para uma das partes menores, na ponta. Recordo do cara conversar sobre o que aconteceu com um senhor. Eu me distrai e quando olhei pro espelho, lá estava a gorda, mau humorada, me encarando. 

Passado um tempo, cortei o cabelo e fui pro banheiro. Não sabia o que pensar. Aliás, eu só pensava que não sabia mais que eu era. Crise de identidade? Não sei. 
Meu cabelo cortado ondulou a ponto de ficar com cachos, na altura dos ombros. Eu andava de um lado para o outro quando o cara entrou banheiro adentro e eu torci pra ele não me reconhecer (como se um corte de cabelo pudesse isso tudo). Não sei se ele percebeu, mas ele saiu e eu fui pro quarto. 
E lá estava ele :D
Nós conversamos um pouco, não lembro sobre o quê. Sei que me senti melhor, mas ele - pelo menos parecia - estava meio preocupado. Nos beijamos e eu acordei.


FishBallCat

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FishBallCat-FishBallCat-FishBallCat-FishBallCat-FishBallCat-FishBallCat-FishBallCat
Diga bem rápido repetidas vezes e em voz alta :D

Brincadeiras à parte, eu lembro de estar no shopping Praia de Belas, que fica aqui perto de casa. Ele não tinha entrada e o interior dele era diferente, mas era o PDB. Anyway, eu encontrei a S. que foi amiga da minha mãe há muitos anos atrás (elas brigaram e não são mais amigas, óbvio), nós conversamos e então encontramos uma outra amiga da minha mãe (que ainda é amiga) e mãe do meu ex-melhor-amigo (grande coisa), ela estava com ele e a irmã dele. E então passamos por uma barraquinha (se é que dá pra chamar disso) com alguns aquários.

Me apaixonei pelo aquário digital. Dava pra ver TV nele, tinha relógio, despertador e até calendário. Vinha até com controle remoto, olha que coisa chique!
Eu pesquisei e (pelo menos na primeira página do Google) eu não achei nada sobre isso, mas é uma tecnologia bem possível, só não sei como os peixes reagiriam a um monte de pixels piscantes refletidos na água.
Em todo o caso, era absurdamente caro. Nisso virei pro menor aquário que tinha, bem na frente do balcão do atendente (diga-se de passagem, era grandinho - o aquário, não o atendente) e vi um peixe-gato (ou seria gato-peixe?). Ele era laranja, peludo, listrado, tinha rabo de gato e era uma bolinha perfeita, do tamanho de uma moeda de um real.
Tinha duas patinhas, as dianteiras e eram bem curtas. Lembro que eu quis ele na hora, mas não tinha dinheiro.
A decisão foi simples: "vou passar em casa pra pegar dinheiro e já volto!"

Vim pra casa, peguei dinheiro e na hora de voltar não achei a entrada do shopping. Dei a volta e fui parar em um aterro que tinha atrás dele e que não deveria existir.
Fui até o final e quando vi que não tinha mesmo nenhuma entrada, voltei.

O aterro tinha dois montes de terra com entulhos, como dunas gigantes. Deviam ter, chuto eu, uns 2m de altura. E no meio, um caminho de terra batida, estreito.

Conforme eu ia caminhando, fui ouvindo um barulho muito alto. Do meu lado esquerdo vinha um aviãozinho, daqueles de manobras, super velozes e não tão pequenos assim. Era amarelo.
Além de quase ter sido atropelada, ainda achei que ele não ia conseguir voar e estava acelerando pra colidir contra a parede que havia, passando a duna. O avião voou e eu adorei a visão.
Voltei a caminhar, bem feliz, quando mais uma vez passa um desses - também amarelo - quase me acertando de raspão. Ele demorou mais pra voar que o outro, e eu realmente acreditei que ele não iria conseguir, mas conseguiu.


Pikachus

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Eu estava no colégio.
Foi um sonho simples, curto, direto.


Bateu pra hora do recreio e eu lembro que eu virei pra um colega meu e disse que queria beijar ele (não nessas palavras, logicamente). Ele concordou, mas foi fazer nãoseioquê e pra eu matar o tempo peguei meu Pikachu e fui batalhar com outro Pikachu, de uma outra menina.

O interessante é que nós "comandávamos" os pokémons por celulares com tecnologia touch, como se fosse um Nintendo DS, mas era um celular e o pokémon não "vivia" apenas no jogo. Foi legal.

Só pra esclarecer, os pokémons eram tão reais quanto cães e gatos.