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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cama de Madeira

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Estava saindo de uma prova com um amigo, quando ele parou na primeira sala do corredor. Era a professora de geografia que estava em aula. Perguntou o que queríamos e ele não respondeu, então eu me virei e disse: "a gente só queria ver como estava a situação nessa sala, tchau", peguei-o pela mão e saímos.

Passamos no shopping, porque esse meu amigo queria comprar alguma coisa. Minha mochila - que é azul - era verde e em algum momento eu a deixei no chão. Alguém passou e levou. Encontrei um colega meu e fomos buscando a mochila, enquanto ele me perguntava se havia algo importante ou algo "roubável". Eu só queria a minha mochila de volta, pois era a minha favorita. 

Depois de encontrarmos ela, eu busquei o meu amigo e fomos até um porto onde tudo era de madeira - madeira podre. Entramos numa casinha onde havia apenas uma peça: o quarto, também era de madeira, bem à frente do mar e a cama não era uma cama, mas parecia o que um dia foi um chão: quadrado, de madeira como um assoalho, sem pés nem cabeçalho, apenas um pedaço de madeira quadrada.

Então a casa alagou e a cama funcionou como um barquinho. Minha mochila estava na outra ponta e eu lembro de pedir pro meu colega pegá-la. A mochila era o meu tesouro, não suportava a idéia de vê-la afundar, apesar de a casa estar alagando enquanto corríamos o risco de morrer afogados.


sábado, 15 de maio de 2010

FishBallCat

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Diga bem rápido repetidas vezes e em voz alta :D

Brincadeiras à parte, eu lembro de estar no shopping Praia de Belas, que fica aqui perto de casa. Ele não tinha entrada e o interior dele era diferente, mas era o PDB. Anyway, eu encontrei a S. que foi amiga da minha mãe há muitos anos atrás (elas brigaram e não são mais amigas, óbvio), nós conversamos e então encontramos uma outra amiga da minha mãe (que ainda é amiga) e mãe do meu ex-melhor-amigo (grande coisa), ela estava com ele e a irmã dele. E então passamos por uma barraquinha (se é que dá pra chamar disso) com alguns aquários.

Me apaixonei pelo aquário digital. Dava pra ver TV nele, tinha relógio, despertador e até calendário. Vinha até com controle remoto, olha que coisa chique!
Eu pesquisei e (pelo menos na primeira página do Google) eu não achei nada sobre isso, mas é uma tecnologia bem possível, só não sei como os peixes reagiriam a um monte de pixels piscantes refletidos na água.
Em todo o caso, era absurdamente caro. Nisso virei pro menor aquário que tinha, bem na frente do balcão do atendente (diga-se de passagem, era grandinho - o aquário, não o atendente) e vi um peixe-gato (ou seria gato-peixe?). Ele era laranja, peludo, listrado, tinha rabo de gato e era uma bolinha perfeita, do tamanho de uma moeda de um real.
Tinha duas patinhas, as dianteiras e eram bem curtas. Lembro que eu quis ele na hora, mas não tinha dinheiro.
A decisão foi simples: "vou passar em casa pra pegar dinheiro e já volto!"

Vim pra casa, peguei dinheiro e na hora de voltar não achei a entrada do shopping. Dei a volta e fui parar em um aterro que tinha atrás dele e que não deveria existir.
Fui até o final e quando vi que não tinha mesmo nenhuma entrada, voltei.

O aterro tinha dois montes de terra com entulhos, como dunas gigantes. Deviam ter, chuto eu, uns 2m de altura. E no meio, um caminho de terra batida, estreito.

Conforme eu ia caminhando, fui ouvindo um barulho muito alto. Do meu lado esquerdo vinha um aviãozinho, daqueles de manobras, super velozes e não tão pequenos assim. Era amarelo.
Além de quase ter sido atropelada, ainda achei que ele não ia conseguir voar e estava acelerando pra colidir contra a parede que havia, passando a duna. O avião voou e eu adorei a visão.
Voltei a caminhar, bem feliz, quando mais uma vez passa um desses - também amarelo - quase me acertando de raspão. Ele demorou mais pra voar que o outro, e eu realmente acreditei que ele não iria conseguir, mas conseguiu.